Como estudar Português da FGV para o Concurso TJSC?

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Um dos editais mais aguardados do ano chegou e para que você possa complementar seus estudos da maneira mais eficiente, elaboramos conteúdos específicos para o Concurso TJSC, cuja banca organizadora é a FGV. O edital já foi publicado e há vagas para os níveis médio e superior.

A professora de Português do Rico Domingues, Mercedes Bonorino, te ajuda na preparação para a prova da FGV para o TJSC. Confira:

► Analisando o edital da FGV, o que a professora acha que provavelmente terá mais enfoque nesta prova?

Apostaria em interpretação de texto, elementos de coesão, conjunções, sintaxe do período simples e composto e reescritura de frases. Dentro da interpretação de texto, apostaria na tipologia textual, interpretação de charges, figuras de linguagem e mecanismos de estruturação textual como, por exemplo, relações de causa e consequência lógica. Na parte de coesão, alguma pergunta envolvendo pronomes (principalmente os demonstrativos). Na sintaxe do período simples, apostaria na concordância verbal, partícula SE e regência focada no complemento nominal. No período composto, a FGV cobra muito o valor semântico das conjunções, além do uso e função do QUE e orações reduzidas. E, claro, verbos (interpretação de tempos e modos, correlação e conjugação).

► Quais assuntos acha que o candidato deve ter mais atenção para estudar em Português?

Ficar atento às questões de interpretação. Elas requerem do candidato a noção de intencionalidade do autor. O candidato deve ler o texto, sempre tendo em mente o tipo textual usado e a intenção do autor ao escrever o texto. Além disso, a FGV gosta de criar uma questão de interpretação lógica do texto (quando forem textos argumentativos). Nesse caso, o candidato deve levar em consideração alguns conceitos trazidos da lógica. Vocabulário também é uma espécie de “desempatador cultural”, uma vez que acertar ou não a questão dependerá do vocabulário (passivo e ativo) trazido pelo candidato e como o vocábulo está sendo empregado no texto. Cabe lembrar também que a FGV coloca explícito no edital a seguinte informação no final: “os itens deste programa serão considerados sob o ponto de vista textual, ou seja, deverão ser estudados sob o ponto de vista de sua participação na estruturação significativa dos textos.”. Isso quer dizer que até as questões de cunho gramatical deverão ser analisadas sob a ótica do texto.

► Quais assuntos de Português os candidatos costumam errar? Como podem evitar esses erros?

Para as questões de interpretação e vocabulário, o diferencial é o candidato já estar acostumado a ler bons textos e não desmerecer estudar as teorias da tipologia textual, figuras de linguagem e estrutura lógica do texto. O diferencial na gramática é o candidato entender como a FGV cobra questões-chave como semântica das preposições, estrutura das classes gramaticais, verbos, sintaxe, conjunções e orações reduzidas. Um aspecto sensível deve ser destacado: entender o enunciado, isto é, ser fiel ao que se pede no enunciado. Muitas vezes a resposta ou parte da resposta está em entender o que a banca pede. Ou seja: interpretar o enunciado e relê-lo a cada vez que estiver “entre duas”. Assim, o candidato deve também saber confrontar as alternativas entre si: sempre descartando “de cara” as obviamente contrárias ao que se pede no enunciado para, assim, poder analisar com mais cuidado as demais. Com isso, evitam-se as “pegadinhas”. Assim, o diferencial do candidato aprovado em português é ser um leitor frequente, atento às estratégias que os autores usam para montar seus textos e estar acostumado com as questões e assuntos cobrados pela Banca FGV.

► Como acredita que ficará a divisão dos assuntos de Português pelo número de questões?

Em uma prova de 20 questões de português, o padrão FGV é ter uma média de 60% de interpretação (incluem-se aí as questões também de figuras, vocabulário, interpretação de tempos e modos verbais, semântica das preposições e coesão textual). Os outros 40 % distribuem-se pelo conteúdo do edital com ênfase em semântica, classes de palavras (inclui-se também a estrutura das palavras), sintaxe do período simples (voz passiva, partícula SE, concordância e regência), sintaxe do período composto (conjunções, funções do QUE, orações reduzidas e reescrituras gerais.

► A prática de exercícios para Português é recomendada? Quais?

A prática é fundamental. Nessa fase de pós-edital, o candidato precisa se concentrar em fazer apenas questões da FGV. Explico: a FGV é uma banca que cobra a língua portuguesa de forma diferenciada, se comparada à maioria das outras bancas. O candidato, portanto, deve se ambientar com a banca. Ele deve saber como a banca cobra os assuntos e estar confiante no que diz respeito à formulação dos enunciados e aos comandos das questões. O candidato que está estudando português de forma geral, fazendo questões de outras bancas, pode ter dificuldade com a FGV, dado o fato já dito da maneira como a FGV cobra o português.

► Gostaria de dar uma dica de estudo para quem vai realizar as provas desse concurso?

Fazer as provas da FGV, fazer quadros-resumo das principais matérias e fazer simulados! Fazer, fazer e fazer. Além disso, falo para o aluno nunca ficar com dúvida após um simulado. É fundamental procurar o professor caso haja alguma questão do simulado que ficou obscura para ele. Aqui no Rico gravamos os simulados comentados já com esse intuito. Ao final, ele deve ter plena consciência daquilo que errou. Deve distinguir os erros entre aqueles que ocorreram por ser um assunto ainda não estudado, ou por ser “pegadinha”. Enfim, ele deve saber o porquê do erro para ter tempo de corrigir estudos e atitudes diante das questões.

► Acredita que as questões das últimas provas do TJ-SC foram bem elaboradas e distribuídas, quando trata-se de Português? 

Achei o último concurso do TJ-SC – também feito pela FGV – bem elaborado e com distribuição equânime dos assuntos. Por isso, essas provas são boas fontes de estudo, assim como as provas de outros TJs também feitos pela FGV (Goiás, Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas). Elas seguiram uma distribuição semelhante à comentada na resposta à pergunta 5.

► Qual sua visão sobre o concurso do TJ/SC? É um bom investimento?

 Talvez seja, sem exagero, um dos concursos mais cobiçados do estado e atrai concursandos de todo país. Os motivos vão desde os salários atrativos até a qualidade de vida que já é marca registrada do estado e em especial de Florianópolis. Claro, sem perder de vista que a palavra “estabilidade” está na base dessa escolha e se ela vem com os diferenciais de salário e qualidade de vida altos, é a fórmula certa para que este concurso seja um dos mais esperados do ano.

Assista à videoaula de Língua Portuguesa para o Concurso TJSC 2018.

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Com essas dicas da Profª Mercedes Bonorino, você já pode dar um gás em sua preparação para o concurso TJSC com a FGV.

 

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