Como estudar Língua Portuguesa para o Concurso CFO PM/SC

Como estudar para o CFO PMSC 1-01

A convite do portal Folha Dirigida, o Rico Domingues Concursos está elaborando conteúdos específicos para o Concurso CFO PMSC. O edital já foi publicado: são 70 vagas com remuneração de R$12 mil após o estágio probatório.

A professora de Língua Portuguesa do Rico Domingues, Mercedes Bonorino, te ajuda a iniciar sua preparação para a prova do CFO PMSC. Confira:

► De acordo com as provas anteriores de Língua Portuguesa, o que a senhora acha que provavelmente terá mais enfoque nesta prova?

Mercedes Bonorino – Os concursos anteriores do CFO PMSC foram realizados pela IOBV, mesma banca desse ano. O último concurso enfatizou a compreensão e interpretação de texto, sintaxe do período simples (concordância verbal e complementos do verbo), figuras de linguagem (objetos pleonásticos, elipses e zeugma). Além disso, noções da sintaxe do período composto também estiveram presentes. É, portanto, uma banca que foca muito na sintaxe, nas figuras e na interpretação. Mas acredito que o candidato não deve apenas se ater às questões do último concurso. Ele deve também equilibrar seus estudos nos itens contemplados no edital anterior, enquanto não sai o edital deste ano.

► Quais assuntos acha que o candidato deve ter mais atenção para estudar em Língua Portuguesa?

M.B. – O programa de língua portuguesa das provas do IOBV não varia muito: compreensão e interpretação de textos e tópicos de gramática. Apenas ficamos na expectativa se o edital terá redação oficial. Na parte de gramática, o aluno deve se ater à sintaxe (à concordância verbal, por exemplo), aos nexos oracionais (conjunções, pronomes relativos e preposições), à crase e às figuras de linguagem.

► Quais assuntos de Língua Portuguesa os candidatos costumam errar? Como podem evitar esses erros?

M.B. – Interpretação e sintaxe. No caso da interpretação, há um senso comum errado que deve ser evitado pelo candidato: que interpretação e compreensão é intuitivo e não se estuda. Errado. Há teorias de análise do texto, há métodos de abordagem dos textos que devem ser levados em consideração e que são utilizados nas provas (figuras de linguagem, por exemplo). Além disso, a sintaxe – pela complexidade e pela necessidade de se ter embasados alguns conceitos básicos prévios – sempre é o ponto fraco do candidato. O candidato não deve queimar etapas quando o assunto é sintaxe: não adianta tentar entender sujeito-regência-crase se não sabe a diferença entre preposição e artigo. Portanto, se há lacunas no estudo sobre tópicos básicos – como classes palavras, por exemplo – o melhor é investir agora neste estudo e adquirir a base para entender os tópicos mais difíceis.

► Como acredita que ficará a divisão dos assuntos de Língua Portuguesa pelo número de questões, na sua opinião?

M.B. – Acredito que a divisão será a mesma, pois a IOBV é bastante coerente no que diz respeito às questões de língua portuguesa. Sobre a divisão dos assuntos, para concursos com até 6 questões de português – como é a previsão deste – a parte gramatical fica comprometida e apenas os tópicos mais relevantes devem aparecer (apontados na pergunta 1 e 2).

► A prática de exercícios para Língua Portuguesa é recomendada? Quais?

M.B. – Como qualquer disciplina, a teoria é sempre fixada por meio de exercícios constantes e com graus de dificuldades variados. Recomendo o aluno ir direto às questões da banca IOBV, cujo padrão dará ao aluno tranquilidade para se sentir competitivo. No Rico Domingues, a cada tópico estudado, o aluno está à frente das questões da IOBV dos concursos anteriores. Assim, ele não leva susto! Por fim, saliento que a língua portuguesa não é apenas um amontoado de regras e suas exceções. O aluno deve ler constantemente para poder ter desenvoltura com a língua, o que se torna crucial para as questões de interpretação. Além disso, a leitura rotineira de bons e variados textos é fator primordial para o aluno atingir a excelência em questões de vocabulário, ortografia e pontuação – com o bônus de ajudar de forma definitiva na redação!

► Há alguma bibliografia específica que o senhor (a) recomendaria aos candidatos?

M.B. – A bibliografia de língua portuguesa sempre é uma boa gramática somada a bons materiais de apoio (questões da IOBV, quadros-resumo, por exemplo).

► Quantas horas, no mínimo, o candidato deve estudar por dia?

M.B. – O mais importante não são quantas horas por dia o aluno estudará. O mais importante é a frequência e a rotina. Claro que não estou dizendo que quaisquer quinze minutos vale. Sabemos que em concurso desse porte a concorrência é enorme e o edital está iminente. Por este motivo, o candidato deve otimizar o seu tempo. O que quero dizer é que ele deve ter uma rotina de estudos. Não é boa estratégia estudar abusivamente em um dia e só voltar ao assunto tempos depois. Fazer uma planilha dos tópicos a serem vistos e estabelecer prioridades. O candidato também deve se conhecer: saber, por exemplo, em quais ambientes ele se dispersa mais (estes devem ser evitados para o estudo); quais horários terá à disposição; que ajustes na rotina devem ser feitos.

► Acredita que as questões das últimas provas do CFO PMSC foram bem elaboradas e distribuídas, quando trata-se de Língua Portuguesa?

M.B. – No que diz respeito à língua portuguesa, houve problemas. Foram apenas seis questões e, mesmo assim, houve anulação da questão de interpretação. Além disso, sobre a distribuição dos conteúdos, ela também não foi tão equânime. Como disse, o conteúdo versou sobre interpretação – sintaxe e figuras. Em um concurso com apenas seis questões de português, mas com edital que versa sobre todos os conteúdos de língua portuguesa, é evidente que o candidato estuda o edital (longo, por sinal) para “cair” alguns poucos tópicos. Isso gera uma sensação de desequilíbrio inerente aos concursos com poucas questões de português.

► Gostaria de dar uma dica de estudo para quem vai realizar as provas do CFO PMSC?

M.B. – Uma prova com poucas questões de português e edital vasto requer cautela. É necessário equilíbrio no estudo dos tópicos mas, ao mesmo tempo, não queimar etapas no estudo de tópicos, isto é, entender a necessidade de se estudar assuntos básicos (como artigos, preposições e pronomes) para conseguir de fato entender os tópicos mais difíceis e que caem mais (como sintaxe). Além disso, ter uma rotina de estudos, ler e fazer simulados, sempre.

► Qual sua visão sobre o concurso para o CFO PMSC? É um bom investimento?

M.B. – Qualquer concurso da área de segurança pública é foco dos brasileiros interessados em adquirir estabilidade. É notório que o estado de Santa Catarina, em relação aos demais da federação, é muito bem visto como objetivo de moradia para muitos brasileiros. Um estado convidativo e estabilidade profissional são fortes motivadores para este concurso. Se o candidato tem o perfil para a área de segurança pública, considero este concurso em Santa Catarina uma ótima oportunidade para este público.

Assista à videoaula de Língua Portuguesa para o CFO PM/SC

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Com essas dicas da Profª Mercedes Bonorino, você já pode iniciar sua preparação para o concurso CFO PM/SC.

 Rico Domingues Concursos

Curso preparatório para concursos públicos.

www.ricodomingues.com.br

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