Como estudar Língua Portuguesa para o TJ/SC

Dicas da Prof Mercedes

A convite do portal Folha Dirigida, o Rico Domingues está elaborando conteúdos de estudo específicos para o Concurso TJ/SC, autorizado recentemente para nove cargos.

A professora Mercedes Bonorino, de Língua Portuguesa, dá dicas essa semana de como se preparar para a prova da disciplina de Língua Portuguesa no concurso do TJ/SC. Clique aqui para conferir as dicas da professora na matéria do Folha Dirigida e abaixo confira as dicas completas para ajudar você em sua preparação para esse concurso.

► Quais assuntos possuem chance de ter um enfoque maior na prova do TJ/SC?

Mercedes Bonorino – Os últimos concursos do TJ/SC foram realizados por bancas diferentes. No último, organizado pela FGV, o foco foi maior em interpretação e compreensão de texto. Nos anteriores, realizados por banca própria, a prova deu mais ênfase a questões gramaticais. Por isso, o candidato deve equilibrar os estudos entre os tópicos para não levar “susto” ao sair o edital, o candidato não deve apenas se ater às questões do último concurso. Ele deve também equilibrar seus estudos e analisar as bancas que têm feito os TJs em outros estados, como FCC, por exemplo.

► Quais assuntos os candidatos precisam ter mais atenção ao estudar em Língua Portuguesa?

M.B. – O programa de língua portuguesa dos concursos públicos não varia muito: compreensão e interpretação de textos e tópicos de gramática. Apenas ficamos na expectativa de se constará do edital redação oficial e se vai ter a etapa discursiva. Por isso, os alunos devem estudar os principais tópicos de gramática e compreensão e interpretação de textos. Mas, alguém poderia perguntar> estuda-se interpretação de textos? Sim. É necessário estudar este assunto. Há um senso comum errado que deve ser evitado pelo candidato: que interpretação e compreensão é intuitivo e não se estuda. Errado. Há teorias de análise do texto, há métodos de abordagem dos textos que devem ser levados em consideração e que são utilizados nas provas. Na parte de gramática, o aluno deve se ater aos pronomes, à concordância verbal, aos nexos oracionais (conjunções, pronomes relativos e preposições), à crase e à pontuação.

► Quais assuntos de Língua Portuguesa os candidatos costumam errar? Como podem evitar esses erros?

M.B. – Por causa da falsa ideia de que interpretação não se estuda – ou se sabe ou não se sabe – o candidato costumar errar questões dessa área facilmente, pois não aborda a questão sob o ponto de vista de uma teoria. Repito: é necessário estudar as teorias de abordagem do texto, fazer questões de boas bancas, ler textos na íntegra e não minimizar a importância desse tópico na nota final da prova. No que tange à gramática, é um clássico “calcanhar de Aquiles” a análise sintática (concordância e regência). Sugiro o aluno estudar por tópicos, passo a passo. O candidato não deve queimar etapas quando o assunto é sintaxe: não adianta tentar entender sujeito-regência-crase se não sabe a diferença entre preposição e artigo. Portanto, se há lacunas no seu estudo sobre tópicos básicos – como classes de palavras, por exemplo – invista agora neste estudo – uma vez que estamos em um momento pré-edital – e adquira a base para entender os tópicos mais difíceis.

► Como deve ficar a divisão dos assuntos de Língua Portuguesa pelo número de questões?

M.B. – Estamos à mercê da escolha da banca. Tivemos uma mudança muito grande de foco no último concurso em relação à tradição dos concursos anteriores no que diz respeito à língua portuguesa. A escolha da FGV como banca no último concurso pegou muitos de surpresa. Para que sustos não ocorram, como disse nas perguntas anteriores, o candidato deve preparar-se de forma global. Sobre a divisão dos assuntos, para concursos com até 10 questões de português (algo que não acredito para o TJ-SC), a parte gramatical fica comprometida e apenas os tópicos mais relevantes aparecem (apontados na pergunta 2). Mas, para concursos com 15 ou mais questões (minha aposta para este concurso), as bancas costumam balancear mais as questões específicas de gramática e exploram quase tudo do conteúdo programático da disciplina – inclusive com questões de ortografia e figuras de linguagem. Dessa forma, é possível prever o aprofundamento da matéria de acordo com o número de questões sugeridas no futuro edital. Por enquanto, como disse, o aluno deve ser cauteloso e equilibrar os estudos entre os principais tópicos de gramática e compreensão e interpretação de textos e ir expandindo para outros assuntos conforme a matéria vai sendo assimilada.

►  Quais exercícios o candidato deve praticar?

M.B. – Como qualquer disciplina, a teoria é sempre fixada por meio de exercícios constantes e com graus de dificuldades variados. Recomendo o aluno ir direto às questões de bancas relevantes (FCC, FGV e outras) cujo padrão colocará o aluno frente ao que tem de melhor e torna-se competitivo. O candidato tem de criar certo “jogo de cintura” e variar não só o grau de dificuldade como também o tipo de questão: certo ou errado/ múltipla escolha tradicional/ múltipla escolha com verdadeira e falsa/ preenchimento de lacunas, entre outras modalidades. Com essa variação, o candidato não se restringe a apenas uma forma de cobrança e se torna apto a desvendar as famosas pegadinhas que cada tipo de questão encerra. No Rico Domingues, procuramos fazer este processo, a ponto de o aluno ficar bem familiarizado com as várias possibilidades de cobrança sobre o mesmo tema. Ele não leva susto!

► Qual bibliografia é recomendada aos candidatos?

M.B. – Saliento que a língua portuguesa não é apenas um amontoado de regras e suas exceções. O aluno deve ler constantemente para poder ter desenvoltura com a língua, o que se torna crucial para as questões de interpretação. Além disso, a leitura rotineira de bons e variados textos é fator primordial para o aluno atingir a excelência em questões de vocabulário, ortografia e pontuação.

► Quantas horas, no mínimo, o candidato deve estudar por dia?

M.B. – O mais importante não são quantas horas por dia o aluno estudará. O mais importante é a frequência e a rotina. Claro que não estou dizendo que quaisquer quinze minutos vale. Sabemos que em concurso desse porte a concorrência é enorme. Neste tipo de concurso com uma cobrança forte em português, o aluno deverá ter em mente que precisará se organizar para destinar um tempo maior a esta disciplina que é chave nos concursos dos TJs. O candidato deve ter uma rotina de estudos. Não é boa estratégia estudar abusivamente em um dia e só voltar ao assunto tempos depois. Fazer uma planilha dos tópicos a serem vistos e estabelecer prioridades. O candidato também deve se conhecer: saber, por exemplo, em quais ambientes ele se dispersa mais (estes devem ser evitados para o estudo); quais horários terá à disposição; que ajustes na rotina devem ser feitos. Por este motivo, o candidato deve otimizar o seu tempo. Por fim, ele deve fazer simulados sempre. Eles ajudarão o candidato a orientar os estudos e calibrar as prioridades.

► Acredita que as questões das últimas provas do TJ/SC foram bem elaboradas e distribuídas, quando trata-se de Língua Portuguesa?

M.B. – No que diz respeito à Língua Portuguesa, foram bem elaboradas, o que é uma característica conhecida da FGV: questões bem amarradas aos textos. Sobra a distribuição dos conteúdos, ela não foi tão equânime assim. Algo que já esperávamos, em se tratando de FGV. Houve uma cobrança maior em interpretação e poucos tópicos de gramática (pronomes, voz passiva, pontuação e coesão, por exemplo).

► Uma dica de estudo para quem vai realizar as provas desse concurso?

M.B. – É necessário equilíbrio no estudo dos tópicos; não esquecer da interpretação e compreensão de textos; não queimar etapas no estudo de tópicos, isto é, entender a necessidade de se estudar assuntos básicos (como artigos, preposições e pronomes) para conseguir de fato entender os tópicos mais difíceis (como concordância verbal e crase). Além disso, ter uma rotina de estudos, ler e fazer simulados, sempre.

► Qual sua visão sobre o concurso do TJ/SC? É um bom investimento?

M.B. – Qualquer concurso das áreas dos tribunais é foco dos brasileiros interessados em ingressar na carreira pública. É notório que o estado de Santa Catarina, em relação aos demais da federação, é muito bem visto como objetivo de moradia para muitos brasileiros. Não seria diferente, em se tratando de um concurso de tamanho porte. Um estado convidativo e um salário idem transformam este concurso numa referência para quem quer estabilidade. Assim, fato de este concurso ser para Santa Catarina, agrega valor imensurável a ele. Isso só aumenta nosso compromisso com a excelência e com o comprometimento em relação aos nossos materiais e às nossas aulas.

Assista abaixo à videoaula de Língua Portuguesa com a Prof. Mercedes Bonorino para o TJ/SC:

TJSC_Mercedes-02

Com essas dicas da Prof. Mercedes Bonorino, você já pode iniciar sua preparação para o concurso do TJ/SC 2017. E para saber mais sobre os nossos cursos para o TJ/SC, clique aqui.

Prepare-se com antecedência e conquiste a vaga dos seus sonhos.

 Rico Domingues Concursos

Curso preparatório para concursos públicos.

www.ricodomingues.com.br

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